sexta-feira, 22 de julho de 2011

Governo do Estado anuncia novo concurso para professor do Estado

A secretária adjunta de Educação, Adriana Valéria Diniz, anunciou a realização de um novo concurso para professor do Estado. Durante entrevista coletiva ela afirmou que serão oferecidas 3.500 vagas para professores e pedagogos. O concurso será realizado até o final do anoe os aprovados serão encaminhados a sala de aula já no início do ano letivo de 2012.

Durante a entrevista, a secretária fez uma avaliação do período de mais de setenta dias de greve e reconheceu os prejuízos causados pela paralisação. “Foi um período muito doloroso em que toda a sociedade teve enormes prejuízos. Mas o que estamos construindo agora vai ser a base para que esta tenha sido a última greve dos professores da rede estadual. Nós precisamos acabar com essa cultura de greve e vamos começar esta construção por meio da valorização da educação e pelo diálogo permanente com os professores”.

De acordo com Adriana Diniz, o calendário será refeito de acordo com as necessidades de cada escola. Houve escolas que paralisaram as atividades durante a greve de forma parcial e outras de forma integral, e ainda escolas que se mantiveram em funcionamento totalmente.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Greve dos professores do estado chega ao fim:

Os professores da rede estadual de Educação vão encerraram, nesta quarta-feira (20), a greve da categoria que perdurava desde o dia 2 de maio. Em assembleia, a categoria decidiu pelo retorno devido às sanções que poderiam sofrer caso mantivessem a paralisação. Apesar da volta às aulas, os professores garantem que vão continuar na luta por melhores salários e mais atenção à educação público.

Durante a assembleia que ocorreu na tarde desta quarta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte/RN) levou à categoria a proposta do Governo do Estado, repassada durante encontro também nesta tarde. O Governo manteve a proposta de aumento de 34%, a ser pago entre setembro e dezembro deste ano. No entanto, o Executivo vai formalizar a criação de um fórum permanente para discutir o plano de cargos e salários dos servidores da Educação que, para o Estado, precisa de alterações devido ao pagamento do piso nacional da educação.
Aldair DantasProfessores decidiram terminar a greve devido às possíveis retaliaçõesProfessores decidiram terminar a greve devido às possíveis retaliações

"Cumpriremos a lei do piso nacional daqui pra frente. Mas, para garantir isso precisamos revisar o plano de cargos", disse a secretária-adjunta de Educação, Adriana Diniz.

A presidente do Sinte, Fátima Cardoso, garantiu que a categoria só decidiu retornar ao trabalho devido à decisão judicial, que determinou o retorno e estabeleceu multa de R$ 10 mil por dia de descumprimento, e também às retaliações do Governo, que cortaria o ponto dos faltosos e poderia ingressar com processos para a demissão de servidores.
"A categoria está indignada com o Governo, insatisfeita profundamente. O sentimento hoje é que as aulas vão retornar sem qualidade porque os professores estão profundamente insatisfeitos", disse Fátima Cardoso.

Apesar da decisão de retornar, os professores garantem que vão continuar buscando a melhoria nas condições de trabalho e nos salários, sob pena de que o ano letivo em 2012 não tenha início. "Esse Governo brinca de fazer Educação. Ou a governadora tem uma políticia propositiva, ou não iniciaremos o próximo ano letivo", garantiu.

A revisão do plano de cargos vai ocorrer com uma comissão de representantes dos professores e do Governo, estabelecendo um cronograma. De acordo com o secretário estadual de Administração, Anselmo Carvalho, o fórum será criado imediatamente - e o Sinte já cobra a instalação.

"Eles acham com a greve finalizada ocorre uma educação de qualidade. A ideia é contrária. Eles estão na contra-mão. Vamos cobrar imediatamente a criação do fórum para discutir o nosso plano de carreira", finalizou Fátima Cardoso.

Os professores buscavam a aplicação da tabela de revisão do Plano do Magistério e a aplicação do Piso Salarial Nacional do Magistério até junho de 2012, com o objetivo de equiparar a remuneração dos profissionais da área à dos outros trabalhadores. Além disso, a categoria, que estava em greve há 79 dias, queria o pagamento do reajuste de 34% em três parcelas, de julho a setembro.

Fonte: Tribuna Do Norte.

Professores e Governo devem se reunir à tarde:

Os professores da rede estadual vão se reunir mais uma vez nesta quarta-feira (20) com o Governo do Estado, na tentativa de chegar a um acordo para o fim da greve. A reunião deve ocorrer no período da tarde.

Segundo Fátima Cardoso, coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte RN), o encontro dependerá do retorno do secretário do Gabinete Civil Paulo de Tarse, que viajou para o interior.

A Secretaria Estadual de Administração e Recursos Humanos (Searh) ainda não avaliou o impacto financeiro que o Estado poderá sofrer caso a governadora Rosalba Ciarlini decida acatar a proposta de aumento dos salários dos professores. Conforme tabela apresentada pelo Sinte, na semana passada, o professor graduado passaria a ganhar, no mínimo, R$ 1.530,00 o que equivale ao último nível remuneratório dos servidores com ensino médio completo. O titular da Searh, Anselmo Carvalho, afirmou que este é um novo assunto que ainda não foi estudado.

Fonte: Tribuna do Norte.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Greve dos Professores Estaduais Pode Acabar Esta Semana.

O Governo do Estado e a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte-RN) tiveram mais uma rodada de negociações, na manhã desta segunda-feira (18), para tentar encerrar a paralisação que completou 77 dias. 

Os representantes da categoria e a deputada federal Fátima Bezerra (PT), chamada para intermediar a negociação, se disseram mais “otimistas” depois da reunião com o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo de Tarso Fernandes, na sede da Governadoria. A expectativa é que a greve seja encerrada ainda nesta semana.
 De acordo com a presidente do Sinte, Fátima Cardoso, Paulo de Tarso disse que o governo vai analisar a proposta de revisão da tabela salarial elaborada pelo Sinte. “O secretário se comprometeu a levar a reivindicação à governadora [Rosalba Ciarlini], o que nos deixa mais animados, porque abre a negociação, embora a situação ainda não seja a ideal”, declarou a sindicalista.

Em nota distribuída à imprensa, Paulo de Tarso confirmou que o governo “estudará essa questão [da tabela salarial do magistério]”, mas evitou se comprometer além disso, afirmando que o assunto será tratado com “responsabilidade e dentro dos critérios de responsabilidade financeira, cumprimento da lei e também pensando nos alunos norte-rio-grandenses”.
A deputada Fátima Bezerra destacou que o governo assumiu uma postura “respeitosa e tranquila” ao negociar com a categoria e afirmou que crê no fim da greve nesta semana.

“Pelo que eu vi e ouvi do Sinte e do chefe da Casa Civil, Paulo de Tarso, creio que a greve terminará nesta semana”, declarou.

Em relação à implantação do piso nacional dos professores, Paulo de Tarso reiterou que todos os docentes já receberam o pagamento, mas assegurou que o governo vai cumprir com o reajuste de 21,76% a partir de janeiro de 2012, como prevê a lei federal.

Em resposta à outra solicitação do Sinte, o secretário disse que o governo não tem como antecipar o reajuste de 34%, previsto para ser pago em três parcelas, a partir de setembro. Os professores queriam a antecipação para julho, agosto e setembro.

Uma nova reunião ficou marcada para a próxima quarta-feira (20), mas ainda sem horário definido. No mesmo dia, às 16h, os professores vão realizar mais uma assembleia para decidir pelo fim ou não da greve.

Fonte: nominuto.com

sábado, 16 de julho de 2011

Greve dos professores do RN foi considerada ilegal pela "justiça":

Algumas decisões desse cunho me deixam intrigados, posso dizer revoltado.

Minha cabeça, que contrário a tantas outras pensa, fica se questionando o seguinte:

Como é possível declarar a greve de uma categoria que luta pela implementação de uma lei ilegal?

A ilegalidade não já parte do governo do Estado de não se prontifica em implementar a lei do piso nacional dos professores? (detalhe, lei essa aprovada pelo órgão máximo da justiça no país).

A multa é de 10.000R$ por dia para a categoria. Em contrapartida, quem vai multar o Governo pelo descumprimento da lei do piso?

Enfim, nós somos obrigados a presenciar cada coisa nesse país que, em algumas situações chego a duvidar de algumas instituições. As vezes penso que as leis são criadas para beneficiar o povo, a sociedade, aqueles que realmente contribuem para a construção e edificação da mesma, mas acabo por perceber que na maioria das vezes são usadas para puni-los.

Como professor estou totalmente ao lado dos professores do nosso Estado, e concordo inteiramente com a categoria na continuação da greve. Ora se querem que cumpramos com a lei, o Governo que comece por fazer o mesmo, implemente a lei do piso nacional dos professores.

Afinal, quem está de fato descumprindo as leis?

Por favor me respondam!

Hugo Carvalho.

Professor da rede estadual de ensino do CE e indignado!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A Educação do Campo Hoje: evidência de fragilidade da atual “democracia cultural”


A educação da zona rural é tema ainda pouco debatido pela sociedade como um todo, inclusive pelos próprios educadores. A compreensão dos motivos que viabilizam essa discussão envolve a resposta a perguntas do tipo: o que torna a educação do campo merecedora de atenção especial? Existe alguma diferença desta para a dos centros urbanos? E a resposta a esses primeiros questionamentos é o passo inicial para a compreensão da importância do diálogo sobre a temática.

Primeiramente é necessário entender que o espaço rural é reconhecido, legalmente, como ambiente diferenciado das cidades, portanto, preenchido de especificidades presentes em seu cotidiano, cultura, conhecimentos prévios de sua população, trabalho, economia, por fim em inúmeros aspectos. Entretanto, tal reconhecimento é ainda muito recente, tendo inicio na década de 80.

Nesse período inicia-se, por exemplo, o Movimento de Educação do Campo, surgido através da mobilização e união de grupos de identificação camponesa, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O Movimento de Educação do Campo, auto-explicado pela denominação, buscava a efetivação de um programa educacional que levasse em conta as especificidades presentes na vida rural, em seus diversos aspectos já mencionados; portanto, que respeitasse o interesse e as necessidades da população camponesa.

Hoje trata-se de um reconhecimento legal, pois por influência desse processo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional defende um ensino específico para a população camponesa, um programa curricular diferenciado do existente nos centros urbanos. Inclusive, com horários escolares que respeitem o ciclo agrícola de cada comunidade. Entretanto, produções recentes sobre o tema se encontram em uma mesma conclusão: a luta iniciada na década de 80, infelizmente, não tem ganhado resultados efetivos. Ou seja, hoje ocorre o simples transplante de um único programa curricular dos centros urbanos para o campo, sem ao menos levar a conta a realidade diferenciada deste (e nem precisaria ser pesquisador para notar isso).

Trata-se de uma evidente contradição do sistema educacional brasileiro, pois apesar da LDB afirmar a formação do “cidadão crítico”, não se tem disponíveis subsídios que favoreçam a aplicação e contextualização do conhecimento escolar à realidade do discente camponês.

Este é um resultado bem esperado em uma conjuntura em que o espaço rural tem sido rotulado, e historicamente associado à miséria material e intelectual; portanto tratado como fase de transição, onde se busca educar não para a vida no campo, mas na cidade.

Gildevan Holanda!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Professores fazem manifesto em teatro contra a governadora.

Protesto do Sinte, Aduern e Comem esperava receber Rosalba que não foi a evento no teatro.
Com apitaço e outras formas de manifestação, vários professores aguardavam a chegada da governadora Rosalba Ciarlini ontem no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, o que acabou não se concretizando.
Duas categorias em greve representadas pela Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN), Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (SINTE/RN) e o Comando de Mobilização Estudantil de Mossoró (COMEM) fizeram o protesto.
“Estamos aqui para demonstrar mais uma vez nosso protesto como a educação vem sendo tratada. Já são mais de 70 dias de greve – a maior na educação que o RN já teve – e não temos nenhuma solução”, afirma Rômulo Arnaud, coordenador regional do Sinte.
Os manifestantes cantavam e gritavam os dizeres “a greve continua, Rosalba a culpa é sua”, “professor na rua, Rosalba a culpa é sua”, entre outros. 
Os integrantes do Sinte confeccionaram um diploma e troféu irônicos premiando a governadora com o 1º lugar em “Irresponsabilidade educacional pelo descaso com a educação pública”. Eles tentaram, em vão, entregar as “homenagens” a Rosalba Ciarlini que não compareceu ao evento, mas mandou um secretário em seu lugar.
Algumas lamparinas foram acesas como forma de protesto ao caso dos estudantes que ocupam a Dired que tive o fornecimento de energia e de água cortados na tarde de ontem.
Esta foi a terceira vez que os educadores tentam receber Rosalba quando ela vem a Mossoró. As outras duas vezes foram no aniversário de 25 anos do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) e durante o espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró.

Com informações do repórter Bruno Soares
Foto: Alcivan Costa/Gazeta do Oeste