terça-feira, 1 de novembro de 2011

Secretário de educação de Apodi rebate críticas

O professor Izauro Camilo de Oliveira (foto), secretário de educação de Apodi esteve ontem a noite no programa panorama político da Rádio Vale.
O professor "VÊRA" como é mais conhecido, pediu espaço para rebater críticas feitas por alguns vereadores da oposição na sessão desta semana na Câmara Municipal. Para Vêra as críticas foram infundadas tendo em vista que o problema foi gerado por uma nova norma do MEC e também pelo motivo da greve dos bancos em nossa cidade e região
Todo o questionamento gerado pela falta do envio da merenda escolar foi prontamente explicado pelo secretário de educação de Apodi, que ficou bastante indignado com a forma como as críticas foram feitas sem pelo menos a parte envolvida, no caso ,o secretário de educação ter sido ouvido pelas partes interessadas.
O professor Izauro Camilo deixou bem claro que as críticas podem ser feitas, mas com o devido cuidado para que ninguém cometa algum tipo de injustiça. O secretário se mostrou bastante decepcionado com o comportamento de um dos vereadores que segundo ele é amigo de longas datas e até colaborou com sua campanha.
Fonte: Blog da Secretaria Municipal de Educação de Apodi

Vereador Junior Carlos faz fortes críticas ao secretário de Educação do Município de Apodi

O Vereador Junior Carlos, usou a palavra na tribuna hoje (27/10) para dirigir fortes críticas ao senhor secretário de educação do município, Izauro Camilo de Oliveira Neto (Veira), que segundo o edil, tem feito de forma descompromissada a gestão dessa pasta.
Segundo apurações do vereador, existem várias escolas na zona rural do município de Apodi que estão sem merenda escolar para as crianças do ensino infantil e ensino fundamental.
Muitos vereadores partearam do debate, que rendeu boas discussões. A problemática da merenda escolar do município de Apodi, tem sido um gargalo que tem rendido um mau estar entre população e governo.
Na comunidade de Bamburral, o fato é concreto, comprovado por este nobre blogueiro que vos escreve (Jerlandio Moreira).
Vamos aguardar o pronunciamento do senhor secretário, que a meu ver tem um grande potencial frente a essa pasta.
Fonte: Marmota apodiense

domingo, 30 de outubro de 2011

Ensino Tradicional x Ensino Inovador

Na educação, de uma forma geral, ocorre uma prática (principalmente entre os alunos) de categorizar seus professores de acordo com os métodos utilizados ou o comportamento docente em sala de aula. Utilizamos um conjunto de características como ponto de partida para criarmos dois grupos de educadores: os tradicionais e os inovadores. Os primeiros acabam sendo representados como retrógrados, e suas características são apresentadas como comportamento negativo e mais comumente hostilizadas pelos alunos. Diferentemente do dito “professor inovador”, que dispõe de uma maior aceitação entre estes.

Em meio a isso tudo, há algo muito importante a ser compreendido. De que forma foi construída tais representações? O que vem a ser tradicional? E o que é um comportamento conservador?

Durante a ditadura militar, o ensino (da história, por exemplo) foi caracterizado pela construção do sentimento nacionalista. Nesse período também foi bastante presente a busca, pelo Estado, de um professor caracterizado por sua forte autoridade, ao mesmo tempo conivente e submisso aos objetivos do Estado. Já na década de 80, período de transformações sociais (lenta redemocratização, crise econômica) o paradigma de educação se transforma.

Assim, a partir de 80, o professor passa a ser melhor avaliado de acordo com sua capacidade de se opor ao perfil de educador tão almejado pelos generais presidentes. As mais simples práticas, comumente presentes em sala de aula durante a repressão (até mesmo o uso da oralidade pelo professor) passaram a ser associadas a um ensino tradicional.

Como sabemos, o ensino é uma prática possibilitada pelas relações humanas. E as pesquisas e produções em educação, hoje, buscam nos ensinar a complexidade presente em tais relações ocorridas em sala de aula. Trata-se de um conjunto de fenômenos e comportamentos que são objeto de estudo de muitas pesquisas científicas e que provam a complexidade dos elementos presentes em sala de aula.

Tais complexidades não são levadas em conta quando etiquetamos nossos professores em “tradicionais” ou “inovadores”. Determinados métodos “tradicionais” são necessários e presentes ainda hoje: a exposição do conteúdo oralmente; uso do pincel e quadro. E a rejeição a tais métodos também não fará do professor um inovador, que pode cair em armadilha ao tornar outros métodos cotidianos.

Antes de tradicionais ou inovadores, prefiro referir-me a bons e maus profissionais. E estes se diferenciam não pelos recursos didáticos utilizados, mas pela capacidade de problematizar as disciplinas e gerar aprendizagem.

Gildevan Holanda